Aspectos do Feminino

O feminino selvagem não segue fórmulas
Nossos caminhos não mais são calculados, sequer, podem e devem ser planejados
Nem todas as vezes acertamos
Aceitamos apenas seguir um único mestre ... nossos próprios corações, há pouco ressuscitados
Não preenchemos mais expectativas
Não criamos mais expectativas
Aqui, tu podes simplesmente ser, como realmente és, sem máscaras, sem rótulos, aqui pode mostrar-se
Aqui, se queres dançar conosco, venha, dance
Aqui, se queres conosco cantar, apenas cante
Aqui, podes fazer o que quiser ... porque já compreendemos que tu és único(a), belo(a) como és e não precisa ser ou agir igual aos outros
Somos aquelas que resolveram abrir as janelas há muito escondidas por grossas cortinas
Somos aquelas que decidiram trocar seus pés por enormes asas
Somos aquelas que decidiram percorrer o belo e surpreendente caminho do amor
Somos a energia primordial
O princípio feminino
Somos filhas da Grande Mãe
À ela nossa reverência, nossa honra, nossa gratidão
Somos mulheres
Somos Shaktis
Texto: Sandra Anaki (Deva Yasha)


Vem mulher ...
És tu, eu e cada uma das nossas irmãs
Tens dentro de ti a capacidade de curar-se
Tens dentro de ti um amor gigantesco, capaz de transmutar toda e qualquer dor
Ama-te primeiro e olha quão grande realmente és
Reverencie e honre tua força, tua energia
Ahhhh tua energia ... esteja consciente que tua energia cria tudo que há ... que tua energia tudo movimenta
Sinta a potência do amor que ai reside há tempos
Sinta-se inebriada pela grandiosa compaixão que há em ti
Tua natureza já é boa, generosa ... recorde
Vem irmã ... juntemos nossas forças, formemos agora uma grande teia repleta do mais sublime e verdadeiro amor
Agora somos capazes de perdoar ... Somos capazes de verdadeiramente acolher e honrar este Masculino até então, inconsciente, que agora, também, começa a despertar ...
Sim, agora, já é chegada a hora
Recorda-te que és energia criadora, organizadora e libertadora
Vem irmã ... estamos a sua espera
Texto: Sandra Anaki

Maa Durga traz uma forma diferente de enfrentar as batalhas e todas as dificuldades e "demônios" internos e externos, introduz na luta um contato pessoal. Nos seus confrontos utiliza suas próprias mãos. Existe nela, a disponibilidade de estabelecer contato, de tocar, de lidar com o oponente dentro de um campo de maior proximidade e envolvimento.
Durga e Kali têm elementos comuns. Ambas surgem da agressividade e com a finalidade de lutar e subjugar um "demônio" que se mostrava, até então, invencível.
Durga introduz nas suas lutas aspectos de sedução e encantamento.
Kali acrescenta a capacidade de abrir-se para a ferida do outro, para a essência, representada pelo sangue, e, assim, ultrapassa a simples polarização e exclusão do "inimigo" ao incorporá-lo em si própria por sua absorção.
Nas fotos de Mahakali, ela é vista a dançar no peito de Shiva que está deitado no chão. Significa que é do peito de Shiva que se manifesta todo entusiasmo e toda sua energia. Se Shiva não alcançar tudo isto, ele continua a ser uma mera testemunha sem manchas. A sua tarefa combinada à de Shiva cumpre suas missões como Avatares. Em um fluxo elétrico, um poste é positivo e o outro poste é negativo. Se este equilíbrio não existe, o arame queima e o objetivo da potência não é alcançado.



